JUSSÁRA C.
GODINHO (Caxias do Sul - RS)UMA
ROSA TÃO PEQUENA
COM PERFUME DE JASMIM
CADA PÉTALA SERENA
TRAZ SEU CHEIRO PARA MIM.
PRA ESPANTAR OS PASSARINHOS
PROCUREI ATÉ NO MATO
FUI POR TODOS OS CANTINHOS,
DEPAREI COM SEU RETRATO!
ARRANJEI UM NAMORADO
QUE ERA LINDO, MILIONÁRIO.
O SAFADO ERA CASADO,
UM TREMENDO SALAFRÁRIO.
EU AGRADEÇO A UBT
POR ESTA OPORTUNIDADE,
FOI AQUELE "FESTERÊ"
TRAZENDO FELICIDADE.
ESTÁ SEMPRE DE PILEQUE
CAMBALEANDO PELA RUA
QUERO TE DIZER MOLEQUE
TROCA O GOLE POR CHARRUA.
VINHO E UVA DE MONTÃO
MORRO ABAIXO, MORRO ACIMA
NÃO ESTRANHE, AMIGO, NÃO
É A FESTA DA VINDIMA
(Menção Honrosa no I jogos Florais de Caxias do Sul, tema
Vindima - 2008)
ESTA ESCOLA É TÃO QUERIDA
SEMPRE MUITO ORGANIZADA,
QUE ALEGRIA NESTA VIDA
ENSINAR A MENINADA!
O CORAÇÃO DA MULHER
É RECHEADO DE INTUIÇÃO
E SABE SEMPRE O QUE QUER,
POIS ELA É PURA EMOÇÃO.
Carlos Alexandre
Quando vejo na campina
as flores da primavera
para mim se descortina
um cenário de quimera
Para não viver tristonho
quando for um ancião
quero transformar meu sonho
na melhor recordação
Um dia vou expressar
numa trova genuína
toda beleza do mar
e da flor mais pequenina
Quando penso na mulher
é com essa desventura:
a bonita não me quer...
mas a feia me procura!
Acordo com minha amada
recebendo seus carinhos
e ouvindo na madrugada
o canto dos passarinhos
Sentindo por ti saudade
tenho um desejo somente:
com a maior brevidade
quero te ver novamente!
A onda pela costeira
vai chegando contumaz
e se eleva sobranceira
mas na rocha se desfaz.
Anoto no meu caderno
rascunhos da inspiração
por ser formiga no inverno
e cigarra no verão.
As flores da laranjeira
que vejo no meu quintal
são oferta verdadeira
de um buquê celestial.
Quem transforma com seu estro
as palavras em poesia
trabalha como o maestro
da mais linda sinfonia.
William Santos de Assis - São Leopoldo
(RS)
Qual raiar
de um belo dia
O teu
sorriso aparece
Belo, lindo,
quem diria
Por quem meu
coração padece
Carlos
Alberto de Assis Cavalcanti
Tinha viúva demais
no velório do bacana,
todas choravam iguais:
me enganaste, seu sacana!
Já não há mais tititi
nos ouvidos do povão
que não lembre CPI
que só dá conversa em vão.
Era um deputado obeso,
mesmo estando em exercício,
tinha um salário de peso
pra tão pouco sacrifício.
Tão radical se mantinha
quando entrava em discussão,
que nem ele mesmo tinha
pra peleja a solução.
Há quem pense que no grito
impõe ao povo sua lei,
mas a voz do povo é um rito
que derruba qualquer rei.
Francisco
José Pessoa (UBT - Fortaleza)
Mesmo que lhe desagrade
dentre os sabores prefira,
o amargo de uma verdade
ao doce de uma mentira.
Quem só vive de aparência
maquilando o que é real,
é vidro na sua essência...
bem longe de ser cristal.
Se mal te fazem, perdoa!
Tiras da dor teu laurel
pois abelha que ferroa,
é a mesma que te dá mel.
Lairton Trovão de
Andrade
Veja só que coisa louca:
Pobre coitado é o ciumento
- Tem raiva do guarda-roupa
E medo do que está dentro.
Político salafrário,
Que mente co'insensatez,
Calunia o adversário
Do mal que ele próprio fez!
Olga
Maria Dias Ferreira
Partes, hoje, porque queres,
numa frieza sem fim,
buscando em outras mulheres
o que já encontraste em mim.
Teus beijos, ah! Os teus beijos
que doce mel eles têm;
pra saciar-me os desejos
como tu, não há ninguém!
Sequer juras nós trocamos,
neste tempo decorrido;
nós apenas nos amamos
sem ter nada prometido...
Alda
Corrêa Mendes Moreira - (Niterói)
Visão que muito me apraz
é quando fico a mirar
a cor da sonhada paz
na branca espuma do mar.
Trovas
de Maria Lua/ Rio de Janeiro
Loucura é abrir os meus braços
às sombras... na solidão...
para abraçar desabraços
na entrega do coração...
Ao encantar-lhes a vida,
calando as dores secretas,
a Lua... ninguém duvida...
é o talismã dos Poetas!...
Luiz
Gilberto de Barros - Luiz Poeta/RJ
Os teus olhos são vidraças
deixando o sol penetrar,
e te olhando a vida passa
pelo sol do meu olhar.
TROVAS
DE NILTON MANOEL
UBT RIBEIRÃO PRETO-SP
1
Quem tem vida vive atento
pêlos caminhos que enfrenta;
brinda as farpas do momento
com chocolate e pimenta.
2
O chifre em terra rachada
em bucolismo infernal,
é o adorno que traça a estrada
da carência de água e sal.
3
Florestas? - Quero espigões!
e a fauna toda enjaulada!
... e a moda de altos portões,
esconde a noite estrelada.
4
Depois dos cinqüenta, creio,
tudo é lucro e coerência;
homem que não faz rodeio,
sabe o que vale a existência.
5
Homem é o que sabe ser
companheiro, amigo e irmão;
Quem preza o Bem, sabe ter
da vida toda a emoção.
6
Meu pai, exemplo perfeito
de luta e vitalidade;
ao partir, por ser direito,
deixou sincera saudade.
7
Quando o homem é Homem não chora,
enfrenta as farpas da vida,
vence a fauna hostil com a flora
tornando a estrada florida.
8
O amante da Filomena,
se encontra o ex-marido dela,
treme tanto de dar pena...
e geme sem dor com ela!
9
Solteiro? - Querida! Ó vida
de prazeres... sonhos tantos!
Casados? ? Os nós da lida,
cegam os reais encantos!?
10
No lirismo de meu povo
sonho e tenho sempre fé
que num dia de sol novo
será plena a paz.. de pé!
11
Enfim dono dos saberes
da vida, em música e dança,
concluo que, o fim dos seres
é o limite da esperança.
12
Corre-se tanto, mas tanto,
pelo pódio e sua glória
que, o enfim é o fúnebre pranto,
de um troféu ao fim da história!
13
Quando há morte programada
pelos quadrantes da terra,
homens que não valem nada
sentem paz plantando guerra.
14
Cavalgando sem rodeios
por galáxias estreladas,
o poeta, em seus anseios
tece trovas requintadas.
Trovas de Thalma Tavares
Se o destino desaprova
minha ilusão desmedida,
eu ponho ilusões na Trova
e sigo iludindo a vida.
Mato as tristezas cantando.
Curti-las não vale a pena.
Cantando vou me livrando
da mágoa que me envenena.
Das bofetadas que a vida
me deu sem muita piedade,
tu foste a mais dolorida
e a que mais deixou saudade.
Este perdão que me negas
por "um nada" que te fiz,
é mais um cravo que pregas
na cruz de um peito infeliz.
A vida não vale nada
se a gente nada produz.
Tanto a pena quanto a enxada
abrem veredas de luz.
Por dar crença ao teu sorriso,
que tantas paixões atiça,
construí um paraíso
sobre areia movediça.
És hoje, distante e rara,
saudade aumentando o espaço
da solidão que separa
teu corpo do meu abraço.
Enquanto o teu ventre sofre,
menino de muitas fomes,
teu patrão guarda no cofre
o lucro do que não comes.
Os sons se misturam tanto
no amanhecer da avenida,
que eu desperto e, com espanto,
vou de novo olhar a vida.
Querida eu tenho ciúme,
- não há desdouro em dizê-lo -
Ciúme até do perfume
que perfuma o teu cabelo.
Saudade sem esperança
é berço sem serventia...
É brinquedo sem criança
na casa triste e vazia.
Se a vida te põe em provas
e queres vencer teus males,
procura o reino das trovas
da irmã Gislaine Canales.
Envie sua trova para ser incluída em nossa página de Colaboradores. As
colaborações devem ser enviadas para o email gislainecanales@uol.com.br.
Sobre Trovas, você pode ler o artigo abaixo e o livro de Agenir
Leonardo Victor sobre o assunto. |